Hoje, a violência contra a mulher deixou de ser um problema particular, restrito a quatro paredes, para finalmente ser tratado juridicamente, submetido à legislação e às suas correspondentes penas. Porém, em que pesem às vitórias conquistadas, o caminho da justiça e a prevenção de tais crimes ainda estão permeados de desafios, tendo em vista o índice de agressões cometidas nesse aspecto no mundo, que se mostra dramático e assustador: no Brasil, de cada 100 vítimas de assassinato, 70 foram executadas no próprio âmbito doméstico. A presente obra nos contempla com uma brilhante análise histórico-jurídica dessa questão, apontando para o fato de que a gravidade do problema demanda uma mudança de padrão cultural e uma política pública de longo alcance.