Há um século o anatomista espanhol Santiago Ramón y Cajal descobriu que o cérebro era povoado de células com incontáveis ramificações. Chamou-as neurônios, e ousou uma metáfora poética: \"são as misteriosas borboletas da alma, cujo bater de asas poderá algum dia - quem sabe? - esclarecer os segredos da vida mental\". Estava enunciada, com um quê de lirismo, a teoria neuronal, que valeu ao anatomista o prêmio Nobel de medicina. Em torno do cérebro, o órgão mais complexo do organismo, o mais estudado desde a Antiguidade, gravitam muitas histórias deste livro. Com seu talento para transpor em linguagem acessível os meandros de qualquer tema das ciências médicas, sem abrir mão do rigor científico, Drauzio Varella explica como os cem bilhões de misteriosas borboletas que voejam em nosso cérebro respondem pelo instinto materno, pelas causas da homossexualidade, ou pela violência urbana. Borboletas da alma reúne cerca de setenta crônicas e artigos atualizados e revistos pelo autor.