A LEITORA DO ALCORAO

LEITORA DO ALCORAO
Editora: ROC - ROCCO
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isbn13
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R$ 42,90
Diante de toda a influência da grande mídia, não é difícil imaginar a dificuldade de aceitação familiar, e entre amigos, por que passa um ocidental ao escolher trilhar o caminho de Alá. No caso da protagonista da trama A leitora do Alcorão, G. Willow Wilson, pode-se dizer que foi uma tarefa ainda mais árdua e admirável conduzir o processo de conversão ao Islã. Além de se considerar ateia de berço, Willow levava antes uma vida confortável e com todas as regalias que poderia usufruir sendo uma jovem branca, norte-americana e de classe média. \r\n\r\n\r\nDa primeira tatuagem escrita em alfabeto árabe, passando pela oficial declaração de fé que todo muçulmano deve recitar ao levantar e antes de dormir – a chahada – até o primeiro experimento do jejum durante o mês sagrado do Ramadã, no calendário islâmico, a jovem sabia que levaria tempo para aprender a viver sem os suportes sociais da cultura a que estava habituada. \r\n\r\n\r\nA experiência de Willow traz a narrativa de uma inusitada descoberta e concepção da fé, de como a vida religiosa foi absorvida no seu cotidiano e se misturou a um sentimento amoroso – pelo muçulmano Omar, seu guia –, despertado em um território até então hostil e incógnito: o Egito. Despida de preconceitos, e disposta a mergulhar nesse universo que parecia não deixá-la mais escapar, a jovem tem de, cada vez mais, abrir mão dos seus direitos como cidadã norte-americana para viver dentro das convenções do Egito. \r\n\r\n\r\nEstereótipos são desfeitos a partir do momento em que surgem exceções; e reafirmam-se logo depois: apesar de Willow compreender Omar e sua família como exceções e manter um bom relacionamento, ela sentia um desconforto toda vez que presenciava situações constrangedoras e conflitantes entre seus novos amigos e familiares muçulmanos e seus amigos ocidentais. Era comum ver seus conterrâneos se comportarem de forma preconceituosa naquele país, mas isso não tornava fácil assumir uma posição. Em cada caso, sendo metade norte-americana e metade muçulmana, também metade de sua própria essência era colocada em jogo e seu maior medo e desafio era ser forçada a optar por uma vida e abandonar completamente a outra. \r\n