MUITAS COISAS QUE PERGUNTEI E ALGUMAS QUE DISSE

MUITAS COISAS QUE PERGUNTEI E ALGUMAS QUE DISSE
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isbn13
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R$ 45,00
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“Para mim, o jornalismo escrito é mais um gênero literário, como o drama, a ficção e a poesia, atingindo níveis de excelência semelhantes.” É assim que a jornalista Rosa Montero abre a apresentação de seu mais novo livro, Muitas coisas que perguntei e algumas que disse, lançado no Brasil pela Editora CUBZAC.\r\n\r\nTrata-se de uma coletânea de textos jornalísticos, todos publicados no jornal madrilenho El País, e é justamente a partir do reconhecimento da excelência do jornalismo como gênero literário que Rosa Montero construiu uma obra que, se comparada aos romances pelos quais ela é conhecida no Brasil, podemos notar que é tão prazerosa e iluminada quanto suas melhores páginas de ficção.\r\n\r\nA publicação reúne uma coletânea de entrevistas molduradas com os comentários da autora, que não se limita ao jogo de perguntas e respostas, mas cria apartes que são verdadeiros retratos do entrevistado.\r\n\r\nO livro conta com entrevistas de Khomeini, guerrilheiro aiatolá, Paul McCartney, Margaret Thatcher, Montserrat Caballé, o cientista James Lovelock, Harrison Ford, Mário Vargaz Llosa, Prince, entre outros.\r\n\r\nEm seu encontro com o aiatolá Khomeini em seus últimos dias de exílio na França, pouco antes de assumir o poder no Irã, a autora consegue captar o clima de apreensão do povo iraniano, na esperança de um governo democrático.\r\n\r\nOutra entrevista marcante para a autora foi a de Paul McCartney. “Foi ótimo entrevistá-lo, porque eu era apaixonada pelos Beatles quando tinha 12 anos. Eu o encontrei já mais velho, mas, mesmo assim, muito vivo por dentro, uma pessoa natural e encantadora”.\r\n\r\nSuas entrevistas divertem pela contundência das perguntas e certo espanto dos entrevistados. “As melhores entrevistas, do ponto de vista jornalístico, são aquelas em que há um pouco de enfrentamento, certo confronto”, revela.\r\n\r\nMuitas coisas que perguntei e algumas que disse traz ainda reportagens e artigos sobre os avanços da tecnologia, o atraso do ser humano, a maldade de uma juventude perdida ou a futilidade posta na atualidade, deflagrando assim, a vida sob o olhar doce, astuto, humanista e bem-humorado de Rosa Montero.