Qual o núcleo essencial da autonomia financeira e patrimonial das universidades públicas? Quais os limites de interferência dos entes governamentais nos âmbitos financeiro e orçamentário das universidades? As universidades públicas podem cobrar por serviços próprios, mesmo recebendo recursos dos orçamentos públicos? A presente obra tenta responder a essa e a outras questões sensíveis relacionadas ao universo do ensino superior público no Brasil.A partir de uma análise histórica da autonomia universitária, de sua origem na Primeira República até sua consagração na Constituição de 1988, a obra busca analisar a norma constitucional e definir seus efeitos práticos. O estudo examina os orçamentos públicos universitários e suas particularidades, como a questão do contingenciamento e as implicações do novo Regime de Recuperação Fiscal. Em relação à geração de receitas, o texto analisa as fontes de recursos possíveis, algumas pouco exploradas no Brasil, como as doações e os chamados naming