Neste livro as autoras Rita Signor e Ana Paula Santana apontam o papel da formação dos profissionais (de educação e saúde) na produção do chamado TDAH. Questionam a qualidade do ensino no Brasil, o excesso de diagnósticos voltados ao campo educacional, os testes padronizados da área da saúde, o crescente consumo de medicamentos e as políticas públicas, entre outros fatores que legitimam o fenômeno da medicalização. Amparada na perspectiva sócio-histórica, a obra conta também com dois estudos de caso que comprovam que a afetividade do educador e o trabalho interdisciplinar na escola podem mudar o futuro de muitos adolescentes e crianças.