A violência como nova questão social mundial está provocando mudanças naquilo que conhecemos por Estado. Ao mesmo tempo, vêm à tona diversas formas de conflitos sociais, de violências e de situações vividas de injustiças que ameaçam as possibilidades da participação e da cidadania. As sociedades, muitas vezes, parecem aceitar a violência, incorporando-a como prática social e norma coletiva. \r\nComo reafirmar a soberania em um contexto de formas transnacionais de poder político? Poderia o multilateralismo como política externa superar tais assimetrias? \r\nQuais seriam as possibilidades de construção da paz no discurso político contemporâneo, superando as desigualdades e produzindo um respeito e reconhecimento do outro, sem exclusão da conflitualidade social?\r\nCaminham nessa direção as contribuições deste livro, resultado de análise de experiências no Brasil, Chile, Colômbia e Uruguai com múltiplos enfoques teóricos. Desse amplo espectro de textos surge uma questão: estamos construindo uma cidadania transnacional ou mundial, marcada pela criação institucional e pela difusão e comunicação de práticas sociais, jurídicas e simbólicas inovadoras, fundadas na dignidade humana e na paz?