Carlos Andreazza, já a partir do título que escolheu para este livro, parece querer provocar, embora nada mais faça que nos sacudir a uma obviedade: “há um governo em curso, hoje, que precisa ser fiscalizado e criticado. Sem medos.” Se pretendeu mesmo nos provocar, foi bem-sucedido. Esta obra, lúcida, coerente, contundente, incômoda, vem para nos lembrar de “que a vitória de Lula em 2022 – ou a derrota de Bolsonaro – não significou o fim da história; que o presidente não é a democracia nem Alexandre de Moraes, o Estado de Direito.” Que criticá-los não será trabalhar pela volta do capeta. Que a vida continua, inclusive para a atividade jornalística. Aqui, o leitor encontrará mais atenção à continuidade, ao que continuou e continua, aos pactos e contratos de permanência, que às tentativas de ruptura. Em resumo, mais orçamento secreto que 8 de janeiro. É importante destacar o recorte que Andreazza propõe. Do fim do governo Bolsonaro, então já derrotado, até pouco mais de ano e meio do g