Chama a atenção para este livro uma perfeita comunicação entre imagens e poemas, com a alternância de signos trabalhada pela aproximação nos detalhes. O sentido pode estar sujeito a ventos aleatórios, que é como a ciência explica a natureza: tudo é acaso e não há qualquer objetivo traçado (enquanto a religião nos oferece uma lista de sentidos que, mesmo não sendo provados, não deixam de ser sentidos).
Dentro de cada sentido, ou da ausência dele, também chamam a atenção os diálogos entre os poemas, isto é, as relações que ocorrem, por outro lado, pelo distanciamento desses detalhes.
Como nas imagens, há nos poemas uma variedade de formas biológicas (plantas, cobras, aranhas, galinhas) que explicita o ambiente rural. A vida milenar na lavoura é onde se recebem todos os tipos de sol e chuva (com a passagem de diferentes nuvens), e onde o labor (o trabalho, o negar-se o ócio) é feito ao som de pássaros, insetos e outros bichos. Lá, todo dia o sol levanta, e é onde o espaço e o tempo são ma