Qerido JF,
Você, com seu martelo de Nietzsche, não deixou pedra sobre pedra. Você, sempre sagaz e sarcástico, com o humor que te é característico – a você e à longa tradição judaica do chiste, como bem estudou Freud – revelou as entranhas ridículas e tão ternamente infantis de todos nós, sempre desejando cavar um imaginário lugar ao sol no panteão dos pretensos gênios que passam pelos templos sagrados da modernidade, como as academias e institutos, que continuam criando deuses, agora terrenos, que chamam gênios e ganham prêmios nóbeis ou ignóbeis. Este livro é a dessacralização crassa da pompa e circunstância da academia.
O que eu poderia dizer? Que gostei de ter lido o livro por também ter passado um tempo em Harvard e reconhecido os prédios, as personagens, as emoções? Que me deliciei como uma voyeuse com a saborosa gama de histórias desse microcosmo complexo que você tão bem coletou? Que deveríamos te agradecer por jogar luz no labirinto das disputas, tão pequenamente narcísic