A presente obra versa sobre as transformações nas subjetividades atualmente. Desde a Renascença, os discursos produzidos enfatizaram maciçamente a ideia de \"sujeito\" vinculando-o à \"interioridade\", aos \"desejos, pensamentos e sentimentos interiores\", mas, neste momento histórico observamos deslizamentos discursivos que atribuem ao corpo a primazia referencial para o \"sujeito\".A hipótese do trabalho foi pensar como o corpo, seja como corpo-imagem (ou seja, o corpo afinado com as demandas e pressões de uma sociedade de espetáculo, que se apresenta como \"corpo plastificado, siliconado, academizado\") ou como corpo-informação (ou seja, como corpo que carrega informação através de códigos genéticos, bioquímicos e neuroquímicos, de forma análoga aos códigos informáticos), afirma e diz acerca do sujeito.