Quanta violência tem sido necessária para calar e invisibilizar as mulheres? Quantas leis? Quantos dogmas? Quantos mitos? Mas elas, metade ou até mais, da população mundial, continuam expressando sua capacidade, brilhantismo e rebeldia. Como ervas daninhas sua insurgência nunca morre. Desperta a cada chuva. É disso que se trata este livro da História de mulheres que, apesar de todo investimento em sua invisibilidade, continuam despontando nas brechas das pedras que tentam encobri-las. por Joana Maria Pedro – Professora Titular de História Social – UFSC A noção de que o historiador trabalha sozinho, cercado por montanhas de livros e absorto numa infinidade de anotações e taboas cronológicas, ainda persiste no senso comum, possivelmente como resultado das representações difundidas pelos meios de comunicação de massa, que seguem alimentando essa visão pouco acurada do trabalho realizado pelos profissionais da área. O presente volume, de título tão sensível e poético, atesta o quanto ess