Neste livro encontramos estudos muito bem desenvolvidos sobre a diversidade linguístico-cultural que vivenciamos nos dias de hoje e que se encontra, a meu ver, em um momento de grande embate com “forças centrípetas”, conforme Mikhail Bakhtin, que teimam em puxar as reflexões sobre língua e cultura para um centro conservador, na maioria das vezes, bastante reacionário. Assim tem se dado em discussões sobre línguas e suas variações, sua heterogeneidade constitutiva. Forças centralizadoras teimam em querer afirmar normas e padrões para as línguas, imaginando, sempre, uma homogeneidade e uma estabilidade para elas. Assim, também, tem se dado em reflexões sobre a diversidade cultural e o conjunto de forças que desejam sobrepor culturas, mantendo ou criando hierarquizações, especialmente a partir de categorias modernas como progresso, evolução, civilidade, estrutura, ordem e organização. No âmbito dessas forças centralizantes, existiriam estruturas linguísticas superiores, formas linguística