Nessa segunda década do século XXI, há uma razoável produção bibliográfica sobre a Reforma Protestante e Protestantismo Brasileiro, narrada a partir de metodologias inovadoras, que permitem explorar mais densamente as muitas fontes à disposição dos pesquisadores. Essa escrita tem seus antecedentes. Primeiro foram os textos dos missionários viajantes, que descreverem, sob a influência cultural e religiosa protestante, a geografia, as cidades, a vida rural, os hábitos, os costumes e a organização social brasileira. Quando o Protestantismo estava já assentado em vilas e cidades brasileiras, a partir da segunda metade do século XIX, passaram a circular, entre os protestantes, uma literatura memorialista de vida longa, escrita a partir de um certo conjunto de documentos, porém mediados pelas lembranças, pelas saudades, enfim, pelas memórias do ardor missionário. Na segunda metade do século XX, vieram os textos acadêmicos escritos por pesquisadores ainda ligados às suas instituições religios