Esta obra analisa, por uma perspectiva da sociologia e antropologia da religião, o tipo de capital, material e simbólico, produzido nas redes sociais e religiosas em Rio Grande da Serra, região do Grande ABC paulista. Município, este, que conquistou autonomia político-administrativa na década de 1960. O autor faz, primeiramente, uma reflexão sobre sua condição periférica – em relação às demais cidades do Grande ABC – o que se trata de um “paradoxo”, considerando sua inserção em uma das regiões de maior importância, econômico-industrial, do país. Para tanto, é realizada uma abordagem sobre a “construção social do espaço” e suas implicações, no contexto de um sistema econômico capitalista (urbano e industrial), na produção de regiões “centrais” e “periféricas”. A investigação, com base no conceito de “associativismo”, realiza um exame da formação, desenvolvimento e atuação das redes religiosas (católicas, evangélicas, kardecistas e umbandistas), enormemente influenciadas pelo processo mi