Este livro analisa os vínculos históricos entre a expansão escolar pública e a gestão da pobreza, no contexto brasileiro, mostrando como a lenta universalização do acesso à escola elementar para os pobres foi acompanhada de formas de expansão da esfera escolar que resultaram numa espécie de “ampliação para menos”. O baixo investimento na educação pública, a reiterada precariedade das instalações escolares e das condições de trabalho docente e o uso instrumental da escola para a realização de tarefas que deveriam estar a cargo de outras políticas sociais, como as de saúde, trabalho, cultura e assistência, desviaram o trabalho escolar de sua especificidade e esvaziaram a escolarização como direito social ao conhecimento e à cultura.
Apoiado em rigorosa pesquisa no campo da educação, o livro traça um quadro amplo das relações históricas entre política educacional e política social, analisando as múltiplas feições que essa relação adquire ao longo do tempo, em especial no contexto das m