A mente ninguém pode escravizar: Maria Firmina dos Reis pela crítica literária contemporânea, org. Anna Faedrich e Rafael Balseiro Zin
Considerada atualmente a primeira mulher a publicar um romance no Brasil, Úrsula, em 1859, além de ter sido a primeira voz feminina a registrar a temática da escravidão em nossa literatura, sob o pseudônimo Uma maranhense..., Maria Firmina dos Reis apresentou de forma inédita aos leitores do Império a questão da servidão, vista a partir do entendimento dos próprios cativos.
Quebrando as barreiras impostas pelas dinâmicas patriarcais e escravistas, que estruturaram as bases da sociedade brasileira desde o seu surgimento, ela também legou para as futuras gerações obras como o conto Gupeva, de 1861; os poemas contidos no volume Cantos à beira-mar, de 1871; o conto A escrava, de 1887; além de ter contribuído de maneira significativa na imprensa local.
Com o intuito de render as devidas homenagens a essa precursora da literatura brasileira e visando