Em 1934, o compilador de palavras cruzadas do The Observer, Edward Powys Mathers, escreveu um romance ímpar: A mandíbula de Caim. A obra, que faz referência à primeira arma assassina de que se tem notícia, foi escrita sob o pseudônimo de Torquemada — nome ligado à Inquisição Espanhola —, pois o autor acreditava que um quebra-cabeça devia ser extremamente difícil, mas igualmente compensador uma vez que fosse solucionado. Um intelectual, Powys Mathers tinha muitos apoiadores fiéis e era tido como uma figura erudita, com vasto conhecimento literário, além de um tradutor brilhante responsável pela edição de As mil e uma noites. Com antístrofes, jogos verbais, acrósticos e anagramas, A mandíbula de Caim não é apenas um suspense policial, mas um dos quebra-cabeças mais intrigantes já publicados, capaz de manter uma família ocupada por semanas. O leitor precisará identificar seis assassinatos distribuídos em 100 páginas impressas em ordem totalmente aleatória. Existem milhões de combinações p