Subjetividade e natureza são objetos temáticos que têm permanecido no foco do pensamento filosófico desde os primórdios da filosofia na Grécia Clássica. A busca pelo princípio ativo produtor da natureza – a physis – anima, por exemplo, a reflexão depensadores tão diversos quanto Tales de Mileto, Anaximandro de Mileto, Heráclito de Éfeso ou Parmênides de Eléia, enquanto o dito socrático “conhece-te a ti mesmo” inaugura a disposição a tomar o próprio sujeito e a própria razão como tópicos privilegiados da filosofia. Ao longo dos séculos os sistemas filosóficos tenderam a ou – e aqui a modernidade consiste no paradigma mais emblemático dessa postura – tomar a subjetividade como ponto de partida da reflexão filosófica, abordando todos os outros tópicos – como, por exemplo, a natureza – com base nos resultados oriundos dessa investigação inicial, ou partir de uma investigação acerca da natureza para estabelecer no interior desta o lugar a ser ocupado pelo subjetividade, delimitando assim a