O presente volume da trilogia As palavras que eu escrevi na Bíblia prioriza textos do Novo Testamento, contando com um ensaio, concluído em 2021, sobre José e seus irmãos, de Thomas Mann. Retomo uma perspectiva que está presente no primeiro volume da trilogia a Bíblia é um livro de excessos. Procurar normas definitivas para quietudes pode desembocar em embaraços hermenêuticos. Deus, em suas muitas faces, continua não sendo fácil no Novo Testamento. Há apelos a corações mansos e bondosos, mas há uma violência que percorre diversas páginas dos textos. A própria visão do paraíso é cheia de sangue, mortes, imprecações, desterros, infernos. O Novo Testamento, ao contrário do que supõe uma hermenêutica protestante tradicional, não resolve os enigmas do Tanak, renomeado como Bíblia Hebraica ou, pior ainda, Antigo Testamento. O Novo Testamento vive de suas próprias intensidades, cria seus percursos, dilacera suas próprias carnes. Não produzo os excessos, que já estão nos textos bíblicos ta