Edição ilustrada da obra que influenciou o surrealismo e o teatro do absurdo, com tradução de Ferreira Gullar. A estreia de Ubu rei, na Paris de 1896, foi um escândalo. Na peça, Alfred Jarry, seu autor, lança alguns importantes caminhos estéticos, grotescos e polêmicos, que seriam precursores de movimentos como o surrealismo e o teatro do absurdo. Não à toa, o poeta Stéphane Mallarmé, após assistir à primeira encenação da obra, decretou na plateia: “Jarry é poeta, e com este Ubu rei começa uma nova época.”O humor ácido de Alfred Jarry ainda choca, não só pelos atos e falas controversos de seus personagens, mas também por sua atualidade. As figuras caricatas de Ubu rei ilustram perfeitamente governos fascistas que assombraram o século XX e que insistem em emergir no século XXI. Talvez, por isso, o fascínio pela peça persista no imaginário coletivo e as montagens sejam profusas. No Brasil, uma das mais famosas é a do Teatro do Ornitorrinco, de 1985, com direção e atuação de Cacá Rosset