Crianças “malcriadas”, “delinquentes” ou até “antissociais”: por que elas são como são e como podemos encontrar uma maneira saudável de nos relacionar com elas? É nesta coletânea que o conhecido psicanalista de crianças Donald W. Winnicott se dedica a questões como essas, apresentando sua inovadora teoria da deprivação – a perda de um ambiente inicial suficientemente bom – para abordar um dos quadros clínicos mais complexos da história da psicanálise.
Reunidos em torno do mesmo problema-chave da chamada “delinquência” infantil e juvenil estão textos que atravessam a vida do psicanalista britânico: ensaios escritos sobre a experiência terapêutica com crianças e adolescentes durante a Segunda Guerra Mundial, quando, nos abrigos para crianças desalojadas, Winnicott teve seu primeiro contato com o trabalho de manejo de crianças tidas como “difíceis”. Há também ensaios mais teóricos que versam sobre as origens e tratamento da tendência antissocial, que, apesar de normal em doses pequenas, e